Domingo, 1 de Dezembro de 2013
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CARTA ABERTA A SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

 

Por: Lino de Freitas Fraga 

Começo por informar a V. Exa., que, tenho grade orgulho de nunca ter votado em si, para nenhum dos cargos que o Senhor se candidatou, três vezes a Primeiro-Ministro e outras tantas a Presidente da República.

Lamento profundamente que, mesmo nunca tendo votado em si, sempre tenha vivido há minha custa estes anos todos.

Todas as cerimónias públicas e privadas que tem participado; Todas as inúmeras viagens que tem feito ao estrangeiro; Até a casa onde reside e todas as suas mordomias, são pagas há minha custa. O senhor tem vivido há minha custa e eu tenho pago tudo isto, e muito mais, para que V.Exª., como supremo magistrado da Nação, tenha o dever e a obrigação de defender, custe o que custar e a quem custar, os verdadeiros e reais interesses, dos mais de dez milhões de portugueses, em especial os mais desfavorecidos, cumprindo e fazendo cumprir a Constituição da República Portuguesa, conforme jurou na sua tomada de posse.

O senhor tem o dever e a obrigação de coagir este desgoverno, a cumprir a Constituição e caso ele não cumpra, só lhe resta demiti-lo!

Já em 2008, escrevi um artigo nos jornais, Correio dos Açores e As Flores, com o título: “SOCORRO SENHOR PRESIDENTE ”, onde chamava a atenção de V. Exª. para o descalabro em que Portugal se encontrava e que caminhávamos a passos largos para o abismo e afirmava: “…onde vai o tempo em que o Primeiro-Ministro de Portugal, Professor Aníbal Cavaco Silva, afirmava que estávamos no Pelotão da frente da UE…. E agora? …somos o carro VASSOURA.”

Mais à frente: “Senhor Presidente da República, decerto V. Exª., não quer ver os portugueses cada vez mais pobres e a viver na miséria. Estes políticos e este desgoverno… estão colocando o País à beira do colapso total.

Por isso, senhor Presidente, SOCORRO, ACUDA-NOS enquanto é tempo, V. Exª. não pode, nem deve, assobiar para o lado como se, não fosse nada consigo e deixar andar, ponha fim a esta derrocada, demita este Governo, porque se não o fizer, os portugueses jamais lhe perdoarão e ficará indelevelmente ligado, para sempre, à hecatombe económica e social para a qual caminha, a passos largos, o nosso País.”.

Mas, o que é que o senhor fez?

NADA!

Deixou o desgoverno de Sócrates levar o País para o fundo do abismo.

Neste seu segundo mandato, e com outro desgoverno, estamos cada vez pior, com a corda no pescoço que, cada vez aperta mais, até ao extermínio final e mais uma vez, o que é que o senhor faz?

NADA!

Será que V. Exª. desconhece o desemprego, as dificuldades, a fome e a miséria que está instalada em Portugal?

Não, não desconhece, nem mesmo os cegos e surdos desconhecem.

Eu, e centenas de milhares de portugueses, para ter uma reforma da função pública, descontei quarenta anos, dos quais três que estive ao serviço da Pátria, no Ultramar, tendo descontado sobre o que ganhava agora e não sobre os míseros cerca de 900 escudos que recebia em Angola, com a promessa de ter uma reforma para a minha velhice.

Mas, o que é que vejo agora?

O Estado que, devia ser pessoa de bem, e não é, falha com a sua palavra e está-me roubando aquilo a que eu tinha e tenho direito.

Sim, sim roubando, não há volta a dar nem palavras mais dulcificadas, é isso que este desgoverno esta fazendo!

Quem rouba, é ladrão, quem não cumpre com a sua palavra, é impostor e ponto final!

Já agora agradecia que me esclarecesse:

V.Exª. tem duas grandes reformas, uma do Banco de Portugal, outra de professor universitário.

O senhor descontou 36 ou 40 anos, para cada uma dessas reformas?

Senhor Presidente, em questões de reformas, são todos iguais mas, uns muito mais iguais que outros.

Os portugueses em geral mas, os açorianos em particular, estão fartos de si e não nutrem nenhum sentimento de simpatia por si.

Eu sei que o senhor é mais velho que eu e na nossa provecta idade, até podemos ter alguns lapsos de memória, o que é absolutamente natural, por isso, e embora não gostando, NADA, de si, vou dar-lhe um conselho.

Eu sei, eu sei, eu sei que o senhor não precisa dos meus conselhos para nada, até porque nunca se engana e muito raramente tem dúvidas mas, como o conselho é GRÁTIS, vou-o dar na mesma e de boa vontade.

Vete o Orçamento do Estado e se V. Exª. não tem coragem de o  vetar, envie-o para o Tribunal Constitucional, porque a Constituição é muito clara, nenhuma Lei pode ter efeitos retroactivos, seja a que pretexto for.

Agora se o Tribunal Constitucional considerar que, o orçamento no seu todo, ou em parte, é inconstitucional, só lhe resta demitir este des-Governo e de imediato demita-se também.

Sai com dignidade e eu pessoalmente ficar-lhe-ei muito muito grato mas, sem nenhumas saudades suas.

Açores Novembro de 2013.

 

 

 

 



publicado por LFF às 15:01
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